Dividir as Boas Novas com pessoas é por vezes uma tarefa cansativa, e pela chance de não "dar em nada" se torna para muito uma tarefa quase nunca cumprida.
Mas, onde erramos?
A imagem de igreja em geral é onde depositamos ou doamos tempo, paciência e dinheiro. Mesmo entre os crentes, a imagem de que a igreja é pra onde levamos algo é subentendida em várias conversas.
Já pensou em ir ao templo para pegar algo?
Pensou num momento de dízimos e ofertas onde podemos tirar dos saquinhos algo?
Num acampamento de crianças, foi isso que fizemos. Na hora dos dízimos, num culto programado e dirigido por crianças, elas tiveram a chance de tirar do gasofilácio (aheuahueh essa palavra é uma das minhas preferidas do vocabulário "evangeliquês") um medalhão com um número que preparamos, e no final do culto cada um buscou seu presente correspondente ao número do medalhão.
Para que o canal de comunicação se abra, existe a necessidade de algum ponto em comum, que só descobrimos "doando" nossos ouvidos, e deixando as pessoas contares suas histórias. Temos que entender a realidade que elas vivem, descobrir que vocabulário que elas usam, temos que usar seus sapatos e então seremos capazes de mostrar que Cristo também está pronto a viver com elas, nessa realidade.
Em versão "ditado de índios americanos": Uma pessoa não deve dizer nada a outra até que tenha andado com os sapatos dela.
Claro que existem casos em que não temos tempo e talvez uma única chance de compartilhar do amor de Deus com uma pessoa. Mas estamos cercados de pessoas que nos vêem e com quem conversamos várias vezes por semana. Você tem ouvido suas histórias e mostrado Deus vivo em você?
Ou a conversa sobre o clima, o penteado, o sapato ou o jogo tem sido por demais interessante para se atrever a tentar ser amigo de verdade dessa pessoa?
Entendendo: "me empresta teus sapatos" é uma forma diferente de dizer "eu me importo com você, mesmo, e quero saber como é ser você"
3 comentários:
Fora a história da vovó q já te falei, tem mais uma p/ te contar q ouvi em Paranaguá, mas essa é mais longa...
estou impressionado...
acho que sou religioso demais pra tira o gasofilacio da minha vida.
Estive algumas vezes em seminários do Casa de Davi, onde faziam um apelo por ofertas para aquele culto.
E logo depois pediam para aqueles que não tinham comida em casa ou contas essenciais vencidas para ir para procurar um dos ministros responsáveis pelo culto no final do culto... E então eles distribuíram as ofertas entre as pessoas que tinham necessidades.
Como presenciei, posso dizer... foram momentos maravilhosos!
Fica na Paz,
Suz
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