terça-feira, 13 de novembro de 2007

1983 - 2027

Coisas desse tipo encontramos em cemitérios:
Nome
Nascimento - Morte
(talvez alguma frase "de efeito" que o morto mesmo nunca escolheria)

Mas o que chamou a atenção é esse tracinho, entre as datas de nascimento e morte

Um " - "


Então é isso?

Minha vida, risos, dores, músicas e felicidades são então um "risquinho"?

Não é isso que Cristo tem pra nós.
Ele está vivo! E quer que nós vivamos! Ele falou isso sim!

Ele sabe o quanto de vida e morte existe subentendido nesse risquinho.
E Ele quer fazer mais desse risco.

Tentar com as próprias forcas deixar marcas nesse mundo funciona melhor se você se tornar algum grande assaltante, sequestrador, terrorista (mas não agora.. tá em moda, tem muitos)... Os verdadeiros heróis não estão comendo com talheres de prata. E se estão, não sabem disso.
Vi uma exposição ontem onde falava um pouco da vida na região central da Alemanha há uns poucos séculos atrás. O principal pertence de uma pessoa era a sua colher. Era com ela que eles comiam a comida que conseguiam, principalmente em tempos frios e de escassez, onde ensopados eram o prato principal. Cada um tinha a sua colher. E quando alguém morria, a colher era então herdada. Ela significava vida.

Mas ouvi hoje mais um ditado que me ajuda a seguir esse texto: "Das letzte Hemd hat keine Tasche" "A última camisa não tem nenhum bolso".
É. Nem a colher vai junto quando eu morrer.
A última camisa que eu vestir não vai precisar ter nenhum bolso. Não precisarei dos documentos que com tanto cuidado carrego comigo pra todo lado. Não precisarei das lembrancas e cartas. Não precisarei do dinheiro e nem da minha flauta. Nada disso vai junto. Sequer minha Bíblia, que eu religiosamente tenho comigo, mas que nem sempre a uso de forma crista, nem ela vai junto.

Saber que para muitos a única coisa que vai restar de mim é uma inscrição como no comeco do texto e que eles sequer se importarão com o risquinho entre as datas pode me machucar e me fazer morrer antes mesmo da data da inscrição.
Mas saber que para alguns existirão outras datas escondidas nesse risquinho e saber que alguns chamarão essas datas de "novo nascimento"... aaa. sim, é isso!

outras idéias:
Primeira: não acreditem que eu por isso me contente com o risquinho... se eu sou um risquinho na vida de muita gente hoje, pelo menos farei questão de incomodar... afinal, nada como uma agulha na cadeira para nos tirar da zona de conforto, e um risquinho desse pode servir muito bem como agulha ; )

Segunda: "eu sou a mosca que pousou na tua sopa"... será que agora finalmente você vai olhar para quem te serviu a sopa, mesmo que seja para reclamar que a mosca caiu nela? Acredite, será uma surpresa agradável descobrir que é Cristo quem a serve = ) ABRE O OLHO!!!

2 comentários:

Mandy disse...

Gostei e gostei muito!!!
Sejamos além do risquinho então...;)
add tu! :*
Deus te abençoe muito!

Andrea disse...

Uma agulha incomoda muita gente...
Duas agulhas incomodam incomodam muito mais...